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Chichi na cama (Enurese na criança)

Mário Beja Santos



Saber tirar partido do aconselhamento farmacêutico


Muitas vezes a enurese assume proporções de uma grande preocupação familiar: os pais, familiares e cuidadores não sabem lidar com a situação, não dispõem de informação sobre o que é a enurese (nem primária nem secundária), desconhecem as causas psicológicas e orgânicas, não sabem estabelecer uma agenda de medidas comportamentais para motivar a criança.


E muito menos conhecem as opções de tratamento e as circunstâncias que levam à pronta consulta médica.


Devido à sua proximidade, o farmacêutico deve ser procurado pelos familiares preocupados; seguramente que ele vai propor um plano de intervenções comportamentais e alertará os familiares para algumas situações que podem estar na origem da enurese.


O profissional de saúde lembrará que fazer chichi na cama é ainda considerado normal em crianças com menos de 5 anos e que uma atmosfera de stresse pode levar a criança a, episodicamente, fazer chichi na cama. Casos há em que a enurese pode ser uma manifestação de diabetes ou infecção urinária. Conte com o seu farmacêutico para o aconselhar sobre algumas medidas a tomar e, se necessário, encaminhar para o médico.


Ele irá certamente sossegar os familiares da criança lembrando-lhes que cada ano que passa, uma em cada seis crianças deixa de ser enurética; ou seja, aos 10 anos de idade é ínfima a percentagem de crianças que mantêm a enurese, desaparecendo praticamente na adolescência.


É no aconselhamento farmacêutico que rapidamente se pode apurar se as manifestações requerem uma ida ao pediatra, só este pode indicar, nesses casos, qual a abordagem adequada.









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