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Parasitoses intestinais nas crianças



Como se manifestam as parasitoses


As parasitoses podem passar muito tempo despercebidas, há contudo alguns sinais de alerta como a comichão no ânus ou zona próxima, alteração do sono, irritabilidade ou nervosismo excessivo. Ao sentir comichão, a criança coça o rabinho e contamina os seus dedos, especialmente debaixo das unhas.


Assim, através das suas mãos, pode contagiar membros da família, companheiros de infantário ou escola.


Há alterações associadas à infestação, podem traduzir-se em perda de apetite ou de peso, alterações gastrointestinais, má absorção de nutrientes e até problemas de crescimento. As manifestações mais comuns são as dores abdominais (pode dar-se o caso dos pais confundirem estes parasitas com alergias alimentares), gases e inchaço; as crianças também podem sofrer de fadiga devido aos parasitas utilizarem os nutrientes da criança (o nível de fadiga, claro está, fica dependente do nível de infestação); a perda de peso é também entendida como uma das manifestações a que os pais devem estar atentos, examinando as fezes da criança para detectarem os vermes; outro sintoma é a diarreia e problemas intestinais.


Em suma, os pais e encarregados de educação devem estar alertados que pode haver uma parasitose intestinal num quadro de uma qualquer destas manifestações: dor abdominal persistente; diarreia; náuseas ou vómitos; gases ou barriga inchada; disenteria; comichão à volta do ânus ou da vulva; sensação de cansaço ou perda de peso.


 


Quais as medidas de precaução mais aconselháveis


A higiene irrepreensível é uma barreira que nunca se deve descurar. É preciso estar atento ao ambiente onde vive a criança, a começar pelas nossas casas. A criança tem que estar protegida dos germes dos animais domésticos, eles são muitas vezes hospedeiros de microorganismos e parasitas que podem ser transmitidos aos seres humanos. Neste ponto, são recomendáveis as seguintes medidas: tratar regularmente os cãos ou gatos contra as pulgas e parasitas (peça conselho ao seu veterinário); durante os seis primeiros meses de vida da criança reduzir drasticamente contactos com animais, é neste período que se vai desenvolver o seu sistema imunitário; há que explicar às crianças que ele não deve tocar nos recipientes da comida dos animais, nas suas mantas ou alcofas e deve lavar sistematicamente as mãos após ter tocado num animal, nunca devendo levar os dedos à boca até lavar as mãos, deve estar interdito o acesso dos animais ao quarto da criança, nem pensar que o cão ou gato possa dormir junto do leito da criança.


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