Utentes

Campanha nacional sobre Depressão

Lara Faria

No âmbito do Dia Europeu da Depressão, tem início a 29 de Setembro, uma campanha nacional sobre aquela que é a perturbação psiquiátrica mais comum. «A Depressão dói. Mas pode deixar de doer» é uma campanha que tem como objectivo alertar e esclarecer toda a população para os diversos tipos de depressão e desmistificar o estigma que ainda está associado a esta patologia e à doença mental de uma forma geral.



Campanha nacional sobre Depressão

Uma unidade móvel de saúde interactiva vai iniciar um percurso por várias cidades. Com início em Lisboa (29 e 30 de Setembro), no Parque das Nações, o roadshow «No caminho para que deixe de doer» continua em Outubro: Santarém (6 e 7), Castelo Branco (14 e 15), Viseu (21 e 22) e Porto (28 e 29), entre as 9h e as 19h. Procurar ajuda especializada é fundamental para diagnosticar e tratar os sintomas emocionais e físicos associados a uma doença cuja prevalência está a aumentar em Portugal.


Através de conteúdos interactivos simples e didácticos, qualquer pessoa pode ficar a saber o que é a depressão, como se manifesta e quais os sintomas associados, o impacto no quotidiano familiar e profissional, visitar as regiões do cérebro envolvidas na depressão, responder a um auto diagnóstico que pode ser impresso para levar ao médico de família e visualizar pequenos filmes com situações de quadros depressivos. No website www.adepressaodoi.pt a actualização sobre esta iniciativa será diária.


A Unidade Móvel coloca à disposição dos portugueses mais informação sobre uma patologia que, na opinião do médico João Relvas, presidente da Associação Portuguesa de Psiquiatria Biológica, «factores circunstanciais como as crises económicas e sociais, como a que vivemos actualmente, podem ser factores adicionais que contribuem para o aumento da depressão».


Lançada pela Lilly Portugal, com o apoio da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental (SPPSM), da Associação Portuguesa de Psiquiatra Biológica (APPB), da Associação Portuguesa de Gerontopsiquiatria (APG) e da Associação de Apoio aos Doentes Depressivos e Bipolares (ADEB), esta iniciativa vai ser suportada por uma campanha de televisão, rádio, imprensa, on-line e de cartazes em unidades de saúde familiares e farmácias.


Para o presidente da SPPSM, António Palha, «esta iniciativa tem o mérito de ter uma informação isenta sobre uma importante patologia psiquiátrica, a depressão. Um melhor conhecimento da patologia depressiva nas suas várias expressões sintomatológicas é de grande importância para o público em geral». Quanto à depressão em Portugal, sublinha ainda, que os números não são animadores: «os últimos resultados do estudo epidemiológico nacional, coordenado pelo Prof. Caldas de Almeida, apontam para a prevalência de cerca de 7,9% de doentes com depressão em Portugal. Torna-se pois importante tomar medidas mais eficazes quanto ao acesso ao tratamento».


João Relvas, o presidente da Associação Portuguesa de Psiquiatra Biológica, realça também, o facto de as mulheres registarem uma maior prevalência em relação aos homens, «o que pode estar relacionado com as diversas pressões a que estão frequentemente sujeitas». E acrescenta que «do ponto de vista biológico existem também outras causas associadas à depressão na mulher como o ciclo reprodutivo e as modificações hormonais da mulher ao longo da vida, nomeadamente os ciclos menstruais, a gravidez, a menopausa e ainda o período pós-parto e pós-aborto».


[Continua na página seguinte]









Nota: Os Médicos têm que fazer login para pesquisar informação restrita.