Utentes

AVC » Como evitar. Sintomas. O que fazer.

Cláudia Pinto

Há sintomas que não devem passar despercebidos. “À menor suspeita do aparecimento de um acidente vascular cerebral (AVC) chame de imediato o 112”. Quem adverte é o presidente da Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral (SPAVC), Prof. Dr. Castro Lopes, em entrevista ao Jornal do Centro de Saúde.

Mas afinal que sintomas são estes? “A diminuição da força do membro superior de um lado, o desvio da parte inferior da face e a dificuldade em dizer as palavras certas, ou nem as conseguir dizer, ao pretender falar” são alguns dos avisos de que poderá estar a sofrer um (AVC).

Caso esteja próximo de alguma pessoa com algum destes sintomas, não os ignore! Portugal continua na cauda da Europa no que respeita ao número de mortes por AVC. No entanto, esta doença pode ser prevenida e tem tratamento. Siga os conselhos do presidente da SPAVC.



Qual a razão dos constantes alertas sobre o AVC?

A SPAVC tem vindo, desde a sua oficialização em Março de 2005, a chamar a atenção para o lugar que ocupa o AVC num contínuo que é a doença vascular cerebral que, partindo duma fase assintomática, pode conduzir à denominada demência vascular – grande ameaça para o envelhecimento populacional que se prevê, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística.

A doença vascular cerebral integra-se no grande grupo das doenças do sistema vascular que contribui para a nutrição dos diversos órgãos do corpo humano, a par com as doenças vasculares cardíacas e periféricas, como compartimentos mais significativos.

O AVC passou assim a ter uma visibilidade maior e é necessário deixar duas mensagens essenciais: a doença pode prevenir-se e tem tratamento.



Quais os factores de risco que conduzem ao AVC?

A primeira mensagem implica o conhecimento da existência de factores de risco, que, devidamente tratados podem diminuir francamente a probabilidade do aparecimento de um AVC. De destacar: a tensão arterial aumentada, o uso do tabaco, a diabetes, certas doenças do coração, o aumento do teor em gordura do sangue (colesterol), o excesso de peso e a vida sedentária.

Devo salientar que é muito frequente uma pessoa ter mais do que um factor de risco. Por exemplo, ter tensão arterial elevada, ser obesa e levar uma vida sedentária. Deve ser dada atenção à sabedoria popular quando diz “mais vale prevenir que remediar”, pois tem aqui oportuna aplicação.

Conhecer estes factores de risco, exigir o seu controlo e observar os cuidados a ter é o grande passo na direcção da prevenção.







Nota: Os Médicos têm que fazer login para pesquisar informação restrita.