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O milagre da pílula: Prós e contras



Critérios de escolha


Dos métodos contraceptivos disponíveis no mercado, a pílula é a mais eficaz. Contudo, eficácia não é tudo e não deve ser o único critério de escolha. Factores muito diversos - como a idade, a frequência de relações sexuais, o estado de saúde, se já teve ou não filhos, se é ou não fumadora - devem entrar em ponderação.


A escolha deve ser o mais adequada possível a cada mulher, tendo inclusivamente em atenção eventuais motivos religiosos e psicossociais.


 


Durante a menopausa


O médico poderá recomendar a pílula durante o período denominado de perimenopausa - quando se sentem os sintomas da menopausa que habitualmente ocorrem alguns anos antes de os períodos terminarem por completo. Ou poderá recomendá-la para ajudar a eliminar o síndroma pré-menstrual, períodos dolorosos ou acne.


O que certamente não sabe, contudo, é que a pílula pode também contribuir com outros importantes - e até mesmo salvadores de vidas - benefícios para a saúde. Vejamos de que tipo:


Cancro do ovário - Quanto mais prolongadamente usou a pílula, maior é a protecção. Após mais de dez anos de uso da pílula, o risco é reduzido entre 60 a 80 por cento. Este efeito protector parece durar pelo menos 15 anos após se ter interrompido o uso da pílula. Os investigadores teorizam que a pílula reduz os riscos de cancro do ovário em parte por inibir a ovulação.


Cancro endometrióide (uterino) - O risco pode ser reduzido até cerca de 50 por cento. Esta protecção prolonga-se, da mesma maneira, até 15 anos após se ter interrompido o uso da pílula.


Cancro colo-rectal - O risco pode ser reduzido em cerca de 35 por cento. Os investigadores acreditam que o efeito protector pode resultar da redução de concentração de ácidos biliares (que ajudam a digerir as gorduras) no cólon.


Doença pélvica inflamatória - Embora raras vezes fatal, esta infecção pode conduzir à infertilidade pelos danos causados nas trompas de falópio. A pílula reduz os riscos para metade. Os especialistas acreditam que a pílula actua tornando o muco cervical num ambiente hostil à bactéria que provoca a doença.


Osteoporose - O estrogénio contido na pílula protege os ossos da mesma maneira que o estrogénio da terapia de substituição. Desta maneira, quando se toma a pílula, está-se a fortalecer os ossos. Logo, quando se entra na menopausa - um período de grandes perdas de tecido ósseo - o combate ao perigo já vai adiantado.


Cistite ovária benigna - Tomar a pílula durante vários ciclos pode ser o suficiente para evitar o aparecimento de uma cistite ovária benigna. A pílula também faz diminuir o desenvolvimento de cistos.









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