Alimentar o envelhecimento
Com a idade, as necessidades energéticas diminuem, sobretudo se a actividade física for limitada, mas o corpo continua a precisar das mesmas quantidades de proteínas, vitaminas e minerais, e maior necessidade de fibra. Por isso é fundamental que os alimentos sejam ricos do ponto de vista nutricional.
Apesar de a maioria dos idosos beneficiar com a diminuição da ingestão de gorduras, estas não devem ser descuradas pois são importantes para melhorarem o sabor dos alimentos. É de salientar a importância de alimentos como os peixes e óleos vegetais, ricos em ácidos gordos ómega 3 e ómega 6, de reconhecida utilidade especialmente naqueles que apresentem elevado risco cardiovascular.
Relativamente às fibras, visto que nos idosos, a obstipação e outros problemas intestinais são frequentes, o consumo de cereais, frutas e legumes deve ser incentivado para favorecer o normal funcionamento dos intestinos.
O "primeiro almoço"
O pequeno-almoço - ver também artigo nas páginas 4 e 5 - é a refeição mais importante do dia. Só que o ritmo acelerado do quotidiano leva-nos a torpedear esta lógica. Será que essa desvalorização é induzida pelo adjectivo "pequeno"? É que deveria mesmo chamar-se "primeiro", pelo papel essencial no funcionamento do organismo ao longo do dia: é a refeição que permite recarregar baterias, elevar os níveis de energia, depois das horas de sono.
Não assegurar o pequeno-almoço significa comprometer funções como a concentração e a memória, tão importantes quer em idade escolar, quer no desempenho profissional.
As crianças que "passam" a primeira refeição do dia têm mais dificuldades em provas realizadas pela manhã. E quando assim é, acabam por sentir fome durante a manhã e, mais cedo ou mais tarde, são tentadas por alimentos altamente calóricos, desestabilizando o peso.
Dia Mundial da Alimentação
A 16 de Outubro comemora-se o Dia Mundial da Alimentação. Há cerca de 30 anos, as Nações Unidas entenderam dedicar um dia aos problemas associados à alimentação, dia que é assinalado em mais de 180 países. Em 2011, o tema central é "Preços da alimentação - da crise à estabilidade." Tem como objectivos alertar para a necessidade da produção alimentar; alertar para a problemática da fome, pobreza e desnutrição no mundo; reforçar a cooperação económica e técnica entre países em desenvolvimento; promover a transferência de tecnologias para os países em desenvolvimento e encorajar a participação da população rural, na tomada de decisões que influenciem as suas condições de vida.




