Entre os medicamentos e a condução existe uma relação de risco, pois podem afectar o desempenho físico, a atenção e concentração de quem conduz. Mesmo os que não carecem de receita médica e os que se destinam a uma situação pontual. Por isso, antes de se sentar ao volante, informe-se nesta farmácia. Em nome da segurança!

Uma tarefa complexa
A condução exige que se preste atenção a múltiplas situações em simultâneo, da sinalização aos outros veículos, do estado do tempo a eventuais obstáculos, sem contar com a possível presença de peões. Exige do condutor elevada concentração e capacidade de reacção, com presença de espírito e rapidez de reflexos de modo a dar respostas ajustadas e seguras às várias situações com que se depara, e assim evitar o acidente.
Sob o efeito dos medicamentos
Conduzir implica, pois, que as faculdades físicas e psíquicas do condutor estejam em perfeitas condições. O que pode não acontecer quando se tomam medicamentos: quer sejam, ou não, sujeitos a receita, quer se destinem ao tratamento de doenças prolongadas ou de situações de saúde pontuais e passageiras. O mesmo é válido para os produtos à base de plantas.
A relação entre os medicamentos que actuam sobre o sistema nervoso (na depressão, ansiedade ou para dormir) e a condução é bem conhecida: interferem na atenção e vigilância, no tempo de reacção, no desempenho motor ao nível muscular e dos reflexos e nas capacidades de previsão, avaliação e reacção.
Mas os medicamentos não sujeitos a receita médica, usados em automedicação, (para a dor, febre, constipação, gripe, alergias, pomadas e gotas para os olhos) também implicam riscos: podem afectar a visão, os reflexos e a concentração, comprometendo a coordenação e resposta motora.
Um risco denunciado por sintomas como:
- Sonolência
- Náuseas
- Vertigens, tonturas e sensação de fraqueza
- Tremores e movimentos involuntários
- Perturbações da visão
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